Itapajé: Ensinos remoto e on-line alcançam 95% dos estudantes no 1º semestre
As aulas da rede pública
municipal de Itapajé tiveram paralisação no dia 18 de março em função da
pandemia de COVID-19. Desde então, em alinhamento com os decretos do governo do
estado, a prefeitura de Itapajé vem prorrogando essa suspensão através de
sucessivos decretos municipais. Apesar disso, o município adotou as modalidades
de aulas on-line e remotas. Os estudantes da rede municipal começaram a ter
atividades virtuais ou ainda passaram a receber em suas casas os materiais
impressos necessários à continuidade dos estudos em domicílio.
Muito embora
especialistas avaliem que essas modalidades de ensino trazem perdas, essas
foram as alternativas do poder público para que os estudantes tenham o mínimo
de déficit no aprendizado em tempos de emergência em saúde pública. Mesmo não
frequentando as escolas os estudantes são acompanhados através de análise de
desempenho e relatórios de devolutivas das tarefas realizadas em casa.
De acordo com a coordenadora
pedagógica da secretaria municipal da educação, professora Vanessa Melo, o
alcance desse novo modelo de ensino foi de 95% dos estudantes da rede pública
nos meses de abril, maio e junho. No mês de julho os alunos cumpriram o
calendário de férias e em agosto, o primeiro mês do segundo semestre, esse
alcance caiu para 92%. Segundo a educadora, essa redução de percentual é
natural no pós-recesso escolar, mas há ainda outro fator, ligado à retomada das
atividades econômicas. Nos primeiros meses de pandemia, e consequente restrição
da maior parte das atividades econômicas, muitos pais foram forçados a ficar em
casa, o que assegurou em grande parte dos casos, que eles dispensassem maior
atenção às atividades escolares dos filhos. Com a reabertura da economia, pais
e responsáveis voltaram ao trabalho, sendo forçados a reduzir o tempo dedicado
à monitoria das atividades escolares dos filhos.
Para aumentar ainda mais
o alcance das atividades escolares, os núcleos gestores das escolas estão
realizando uma busca ativa, que consiste em reunir representantes de outras
áreas, como assistência social, agentes comunitários de saúde e até conselho
tutelar, para identificação as crianças e adolescentes que estão excluídos – e
por que – do processo educacional.

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