Itapajé: SAAE planeja mudanças no sistema de adução do açude Ipuzinho para aumentar capacidade da rede de distribuição
Na manhã do dia 29 de
setembro houve uma interrupção de fornecimento de energia na Estação de
Tratamento de Água (ETA) do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de
Itapajé, ocasionando desabastecimento em diversos pontos da cidade. Por causa
do defeito o SAAE deixou de injetar cerca de dois milhões de litros de água na
rede de distribuição e a recomposição completa do sistema demorou
aproximadamente uma semana.
Segundo o diretor do
órgão, Pedro Rocha, problemas como esse só serão evitados quando o sistema de
adução da rede de abastecimento for capaz de carrear um volume maior de água do
açude Ipuzinho para a ETA, de modo a dar condições para que a estação tenha
reservas de água tratada. Essas reservas permitirão uma recarga mais rápida de
todo o sistema.
Está em curso uma licitação
para contratação de empresa de engenharia para execução de serviços técnicos de
expansão, manutenção e operação de sistema de abastecimento. Segundo Pedro
Rocha, a meta é elevar a capacidade de adução de água do Ipuzinho dos atuais
230 m3/hora para cerca de 270 m3/hora, volume muito próximo do consumo que
precisa ser atendido. Atualmente o SAAE utiliza poços auxiliares para chegar a
esse patamar de adução e atender a toda a sede de Itapajé. O grande entrave do
sistema é a tubulação subdimensionada da adutora que hoje serve à cidade. Os
canos são de 200 mm e para aumentar a capacidade de retirada de água o SAAE pressuriza
a rede.
As melhorias previstas
contemplam a criação de uma rede independente na região do Barateiro, que também
atenderá o novo sistema de abastecimento do Sítio Jorge. Serão duas saídas de
rede da ETA que facilitarão a melhor distribuição da água. Além disso, o SAAE
fará modificações no sistema de bombeamento. As mudanças, no entanto, prevê
Pedro, serão suficientes por um período máximo de quatro anos, pois o SAAE
considera a possibilidade de a demanda continuar aumentando ano a ano. A
pressurização também traz a necessidade de um maior consumo de eletricidade, o
que pode impactar no valor da tarifa de água. Hoje o órgão paga R$ 40 mil
mensais de energia.
A solução definitiva seria
a construção de uma nova adutora com tubulação de pelo menos 350 mm de
espessura. Isso reduziria também a conta de luz. Pelos cálculos do órgão o
investimento necessário seria de R$ 3 milhões, recursos dos quais a autarquia
municipal não dispõe. As únicas alternativas vislumbradas pela administração
municipal seriam parcerias ou com o Governo do Estado ou com o Governo Federal.

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